A pergunta vem à tona no momento em que o órgão regulador de medicamentos do país ameaça proibir as drogas para emagrecer que atuam no sistema nervoso. Em meio à polêmica, investigamos os dilemas e as promessas que envolvem a luta contra o excesso de peso.
DIOGO SPONCHIATO
O cerco aos remédios que inibem o apetite ultrapassou as fronteiras europeias e americanas e chegou ao Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer retirar do mercado a sibutramina e os comprimidos à base de anfetamina. "Os estudos e os dados obtidos apontam que os benefícios desses fármacos não compensam os riscos", afirma Maria Eugenia Cury, chefe do Núcleo de Investigação em Vigilância Sanitária da entidade. Na contramão, sociedades médicas condenaram a posição, declarando que, ao reduzir o arsenal terapêutico a favor do emagrecimento, o controle da obesidade se enfraquecerá e muitos brasileiros não conseguirão erradicá-la de sua vida. Diante da discussão, nada mais justo do que conhecer as visões antagônicas sobre o papel desses remédios, que deveriam ser receitados quando mudanças no estilo de vida são insuficientes para abaixar o ponteiro da balança.

